Domingo, 28 de Junho de 2009



Viver poesia
Respirar arte
Chorar amores
Deus que me livre aonde fui me meter
Artista é meio assim
Tem sempre que mostrar-se o bom
Tem sempre que dançar com a vida
Tem sempre que ser sempre tão complicado
Cheio de dramas particulares
E desejos mal reprimidos
Meu Deus, mas como eu adoro tudo isso!



Poema Juliana Castro
Arte Ney

Terça-feira, 23 de Junho de 2009

E antes aquilo que eu achava ser amor, não se bastava, e não passava só de uma leve dor.
Te amo tanto que me sufoca de tanto amor tê-lo em meu peito... por isso te falo, por isso me nego, por isso te procuro pedindo teu leito!

Sexta-feira, 12 de Junho de 2009



A gente morre um pouco a cada dia
Vamos assim nos transmutando sem perceber
Perdendo os pedaços
Perdendo os laços
Cobrindo certos buracos com uma cola velha e enfeites novos
Vamos mudando por fora
Pouco a pouco
E por dentro
Vão ficando os vasos
As molduras de uma escultura aparentemente nova
Tem pessoas que entram em nossas vidas e não saem mais
Até partem rápido
Mas levam uma parte da gente
Deixando um caquinho e um vazio lá dentro
É como se enxergassem pelos buracos turvos da escultura pré moldada
Abrissem com chave pronta a porta secreta que desconheço
E retirassem, assim, por mera lembrança tola
Uma parte essencial de nossa base
E meio capenga
Meio de caída
A gente vai se dando de presente a várias outras
Às vezes
Até encontramos uma peça substituta para aquela que nos falta
E assim permanecemos como enfeites da vida
Por certo tempo nesse ambiente
Há se nos fosse possível reencontrar as partes que nos falta
Ah... se bem que se assim fosse
Talvez não nos tornássemos obras tão belas

Quarta-feira, 10 de Junho de 2009


Eu fico brincando com essas palavras tolas
Esse aglomerado de sentimentos bobos mais tão profundos
Talvez essa seja a minha única válvula de escape
Sei que não,
Mas quero dizer que talvez essa seja a melhor forma de aproximar de ti
Me expor
Quando coloco aqui minhas palavras, sempre mal ditas
Assim mesmo, pode ser
Desse jeito meio louco
Meio sem nexo,
Como um fluxo continuo de pensamento
Sinto que entendes mais
Que vez além do que te cabe normalmente enxergar
E é nessas idéias soltas
Nesses textos capengas
Que me solto
Que procuro tudo aquilo que tenho de belo,
De feito, de mal acabado e de finito
E jogo, como que me jogasse no mais profundo dos profundos penhascos
E me sentindo livre, como se pudesse voar no ar

Quinta-feira, 28 de Maio de 2009

30

Se a loucura torna as mulheres amáveis
Quero ser instável assim imatura,
Perdida em vãs desventuras subsidiadas de meu próprio ser.
Quero correr pelada por noites e dias.
Quero abraçar a noite e quero viver ao dia
Quero beijar, dançar, amar
Que tudo, que tudo isso, passe,
menos essa vontade de estar pero.
Se a loucura torna as mulheres amáveis
Quero ser a mais louca delas
A mais demente, indecente a mais...
Não sei
Só para poder te amar indefinidamente
Como quem ama a si mesmo
E quando diz que não ama
Mente!

Quarta-feira, 27 de Maio de 2009

Desejo

Reprima o seu desejo mais intenso.
Açoite-o, e tranque-o em uma sala escura.
Quero ver se és capaz,
Quero ver se podes escondê-lo por muito tempo.
Eu sou como você, mas tão diferente também.
Reprima-o... vai... desloque-o.
Coloque toda essa insegurança para fora,
Como uma forma de auto-afirmação,
Auto-punição...
... Auto-flagelação!
Finja ser alguém que não és,
Minta e omita para si mesmo.
Esse é o teu pecado mais profundo e não meu
Mas será que sabes?
Eu?
Eu erro bastante.
Deixo a minha vida solta no ar,
Desfaço-me e refaço-me conforme o vento sopra.
Recrio-me em minhas próprias experiências,
Em cima do meu desejo intenso,
Do meu universo particular
E no fim
Como que por uma ironia incógnita
Desconfiam assim , de ti e não de mim
Bem ao contrario
Dizem que não sinto por deixar transparecer sem parecer
E que tu o sentes por negar e te ausentar.