sábado, 14 de novembro de 2009

Por ti sinto amor, amor, e não sei negar teus beijos
Advém de tua alma incandescente esse meu reflexo desejo
Pois minha alma é teu espelho
E teus olhos são a janela do mundo
A janela de meu mundo
Tua alma
Com toda tua afabilidade
Com toda a tua antecipação
Fizeste em mim uma revolução
E eu que pensava ter dona de mim
Tão segura em fins
Me perdi em desejos
Me desfiz sem lamentos
E me encontrei em tua boca
E me encontrei em teus beijos

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Na incapacidade de eu ser eu mesma
Eu dispo-me de mim
Refaço os teus traços singelos
Desfaço de meus gostos amenos
Redescubro-me em ti

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Ontem eu te via
Hoje não te vejo
Ontem eu te amava
Hoje não te esqueço
Não
Eu não nasci para seguir ninguém
Se nem a Deus eu sei servir
Eu corro o mundo é feito o vento
Às vezes afago, outras tormento





Sinto falta de ti
Da minha outra minha outra metade
Aquela que deixei contigo quando partisse
Enrolei-a em fino laço e te dei como um presente
Deixas-te parte tua comigo também
Mas acho que eu a perdi passando a ponte
Agora me sinto meia
Meia verdade apenas





Me entristeceu o jeito que eu ando levando a vida
Tão cheia de não razões
Iludida com os meus próprios sentimentos
Perdida no tempo e espaço
Entre as coisas que eu tenho que fazer
E as que eu realmente faço.
O tempo corre sem voltas
E eu continuo seguindo suas pistas
Mesmo parada eu sigo.
Quando olho-me no espelho já sou outra
Sempre vejo uma pessoa diferente
E pior é que eu gosto dela
Quase sempre.
Às vezes ela me diz que tá tudo errado
Mas ai algo me diz quer tudo está certo
Que está exatamente como deveria estar
Eu fecho os olhos e tento entender
Ai vejo que é demais para mim isso
Olhar o mundo e entender
Se nem ele se entende por certo
Eu não sei
Pode ser a idade que chega com suas chagas
Não a idade do corpo
A idade da alma
Tem uma hora que o cara tem que parar
Parar para desenhar
Parar para cantar
Parar para brincar
Parar de parar e
Reaprender a sonhar e a ser criança novamente