
Me entristeceu o jeito que eu ando levando a vida
Tão cheia de não razões
Iludida com os meus próprios sentimentos
Perdida no tempo e espaço
Entre as coisas que eu tenho que fazer
E as que eu realmente faço.
O tempo corre sem voltas
E eu continuo seguindo suas pistas
Mesmo parada eu sigo.
Quando olho-me no espelho já sou outra
Sempre vejo uma pessoa diferente
E pior é que eu gosto dela
Quase sempre.
Às vezes ela me diz que tá tudo errado
Mas ai algo me diz quer tudo está certo
Que está exatamente como deveria estar
Eu fecho os olhos e tento entender
Ai vejo que é demais para mim isso
Olhar o mundo e entender
Se nem ele se entende por certo
Eu não sei
Pode ser a idade que chega com suas chagas
Não a idade do corpo
A idade da alma
Tem uma hora que o cara tem que parar
Parar para desenhar
Parar para cantar
Parar para brincar
Parar de parar e
Reaprender a sonhar e a ser criança novamente