Reprima o seu desejo mais intenso.
Açoite-o, e tranque-o em uma sala escura.
Quero ver se és capaz,
Quero ver se podes escondê-lo por muito tempo.
Eu sou como você, mas tão diferente também.
Reprima-o... vai... desloque-o.
Coloque toda essa insegurança para fora,
Como uma forma de auto-afirmação,
Auto-punição...
... Auto-flagelação!
Finja ser alguém que não és,
Minta e omita para si mesmo.
Esse é o teu pecado mais profundo e não meu
Mas será que sabes?
Eu?
Eu erro bastante.
Deixo a minha vida solta no ar,
Desfaço-me e refaço-me conforme o vento sopra.
Recrio-me em minhas próprias experiências,
Em cima do meu desejo intenso,
Do meu universo particular
E no fim
Como que por uma ironia incógnita
Desconfiam assim , de ti e não de mim
Bem ao contrario
Dizem que não sinto por deixar transparecer sem parecer
E que tu o sentes por negar e te ausentar.