quinta-feira, 28 de maio de 2009

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Se a loucura torna as mulheres amáveis
Quero ser instável assim imatura,
Perdida em vãs desventuras subsidiadas de meu próprio ser.
Quero correr pelada por noites e dias.
Quero abraçar a noite e quero viver ao dia
Quero beijar, dançar, amar
Que tudo, que tudo isso, passe,
menos essa vontade de estar pero.
Se a loucura torna as mulheres amáveis
Quero ser a mais louca delas
A mais demente, indecente a mais...
Não sei
Só para poder te amar indefinidamente
Como quem ama a si mesmo
E quando diz que não ama
Mente!

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Desejo

Reprima o seu desejo mais intenso.
Açoite-o, e tranque-o em uma sala escura.
Quero ver se és capaz,
Quero ver se podes escondê-lo por muito tempo.
Eu sou como você, mas tão diferente também.
Reprima-o... vai... desloque-o.
Coloque toda essa insegurança para fora,
Como uma forma de auto-afirmação,
Auto-punição...
... Auto-flagelação!
Finja ser alguém que não és,
Minta e omita para si mesmo.
Esse é o teu pecado mais profundo e não meu
Mas será que sabes?
Eu?
Eu erro bastante.
Deixo a minha vida solta no ar,
Desfaço-me e refaço-me conforme o vento sopra.
Recrio-me em minhas próprias experiências,
Em cima do meu desejo intenso,
Do meu universo particular
E no fim
Como que por uma ironia incógnita
Desconfiam assim , de ti e não de mim
Bem ao contrario
Dizem que não sinto por deixar transparecer sem parecer
E que tu o sentes por negar e te ausentar.

domingo, 17 de maio de 2009

ERRANTES II


Mais uma vez eu errei
Novidades?
Eu erro sempre
Você está sempre atenta aos meus erros
Poderíamos ter assim as claras só mais um lamento
Mas você sempre briga
Você sempre me diz verdades
E algumas mentiras
Eu te amo tanto
Às vezes parece que você não enxerga isso
Vive a me culpar por tudo
E por nada também
Compara-me a verdades tuas e me faz chorar
Me deixa assim nua na rua
Eu não queria errar tanto
Nem queria te provocar
Eu quero apenas viver
Me perdoe por esse meu pecado
Sinto vezenquando que por isso
Eu devo de fato morrer
Mas não regrido
Não desisto vou seguindo
Errando, penando e mendigando afetos
Talvez um dia eu pare e repense
Eu sempre paro
Mas por agora
Eu só quero deitar na minha cama fria
Repleta de travesseiros fofos e cobertores abafados
E esperar que vaga-lumes gigantes iluminem minha vida
Por esta grande janela chamada alma


Poesia: Juliana Castro
Arte: Rafael Vianna

sábado, 16 de maio de 2009

Prece ao Tempo



Que meu grito ecoe com um lamento sem palavras
E que diga verdades mal ditas de um desejo sufocado entre as lagrimas
Que meu coração partido se situe “o sem razão”
Eu que meus sonhos perdidos voltem
E meus olhos passem a minha face alguma emoção

Eu queria estar atento a tudo que me cabe saber
Mas eu sei que não sei de nada
E o que me resta fazer?
A luz na sombra perdida
Me desencontro rumo a um querer
E eu nessas andanças perdidas
Me distancio passo a passo de você.
A criança chora ao meu lado doente
Enquanto mendigos se acomodam em sua calçada fria
E eu não sei o que eu faço de fato
Brincando com minhas palavras nessa tarde fria

Nuas ruas


O tempo e o espaço já não existem mais
Me distancio a cada dia mais de sua inútil realidade falha
E me contradigo tentando me encontrar
E vamos estamos cruzando os assuntos
Cruzando amores
Em ruas tardias e noites frias
Com doces chocolates quentes e cappuccinos
Amargos cafés fortes e absintos
Amanhã talvez estaremos mais aborrecidos
Por hoje a ausência nos basta e vamos pelas ruas... vamos pelas ruas nuas!

terça-feira, 5 de maio de 2009

Constatação


Canções depressivas...
...um bom café e um chocolate quente
Uma tarde, noite, com amigos
Um bom dia para ler um livro e sorrir de alegria!
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Arte Natália Hechel
Poesia Juliana Castro

A minha certeza
É uma incerteza cheia de duvidas
Das magoas passageiras e de amores que se vão
Entre um tempo e um espaço
Entre uma linha tênue de um não tão doce ora amargo coração
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Arte Natália Hechel
Poema Juliana Castro

Seu anjo sabe o quanto você tentou?


Quero sim viver de sonhos
De um louco ideal dos sãos
Quero sim viver ao meu modo
Sustentar minha filosofia vão
O meu lazer é dançar com loucos
Brincar com feras
Beijar donzelas
Quero amar aos pobres
Correr em areia nua
Colocar meus pés descalços em vasto oceano de águas cálidas
O tempo é relativo e somos todos dele escravos
E a realidade a gente que escolhe
Vivemos tão somente a vida que escolhemos ter
E eu quero sim viver de amor
Em puro amor quero morer
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Foto Alisson Alfonso
Poema Juliana Castro