segunda-feira, 27 de abril de 2009

Foto do Pessoal desenhando... um Dos Momentos em Que Estamos Mais Livres é Quando Criamos



Foto Natália Hechel

domingo, 26 de abril de 2009

Passado

A rua passa ao meu redor
Eu sei que eu deveria passar por ela
Mas é o contrário
Ela me passa, ultrapassa
E eu passo
Passo a passo
O meu passado
Enquanto a rua passa firme sobre mim
Torno-me um passageiro a mais
Repassando o que já vivi
Passo por passo
E no fim esqueço
A final é tudo passado mesmo!

sábado, 25 de abril de 2009

A musa

Tenho visto poetas sem musas
O que já não me parece de fato tão estranho
Só me é de tamanha estridência
Eu ter tido musa sem de fato ser poeta

A paixão


Às vezes me pergunto até onde esses “nossos” devaneios sobre a paixão é por estar apaixonado. Será que não somos apenas uns mero apaixonados por um devanear sobre "estar apaixonado"? Bem... e se assim o for, que seja!
A final, não deixa de ser de fato uma paixão.


Arte Alisson Alfonso
Poema Juliana Castro

A questão do olhar

Olha esta cidade sobe a cidade
Veja além de sua aparência preconcebida
Consegue perceber?
Acho que de veras podes vê-los
Basta que assim o desejes
Mas será que realmente isso queres?
Eles desistiram
Estão cegos
Foram derrotados por suas mentes frágeis
E desavisados caminham ao meu redor sem sequer ter tentado
Sem saber que os reconheço
Se o soubessem, como eu sei, talvez não o fizessem assim
Às vezes acho que de fato podem sentir sutilmente a minha presença
Mas a rotina fez com que perdessem a capacidade de perceber um tanto a mais
Já não conseguem ir além do que estão acostumados
Já eu...
Eu os vejo com uma retina forjada pelo próprio caroante
Entre as margens do rio das almas
Além vida além morte
Sabe? Consigo até mesmo senti-los!
Percebo-os em cada célula
Em cada partícula emergente do meu ser
Em cada lagrima perdida e sufocada
Em cada criança quase que anêmica a gritar sem ser ouvida
Lá no fundo escondido de suas almas tristes
Talvez sentissem vergonha
Você não sente?
Eu sentiria se fosse você
Mas você é diferente
E eu percebo isso
Não pense que eu não vejo
Sei que o você enxerga.
Mesmo debaixo de toda essa maquiagem falsa
De toda essa lama seca e fedorenta
Você enxerga!
Talvez só não o compreenda ainda
Mas o estas tentado
Estas tentado a provar
Tens medo, não?
Eu tinha!
Muito medo, pois assim que o fizeres
Terás escolhido ver e se veres como eu vejo iras sentir
Então serás mais um assim como eu
E não mais estaremos sós.

domingo, 12 de abril de 2009


Costumo dizer que sou viciada em pessoas,
não me entenda mal, é num bom sentido.
Gosto de velas e me encantar
me perder pequenos detalhes quase que escondidos ao olhar.
Aprendi que digo nem sempre é o que elas gostariam de ouvir,
então me calo,
às vezes.
Mas nunca nego verdades quando perguntadas
e nem me preocupo
com reações inesperadas.
Preocupo-me mais com os que amo,
e como quando amo sou incondicional,
não espero reações afáveis sempre.
Depois de um tempo aprendi que me preocupo com pessoas,
mas que me preocupo também comigo,
e que quando verdades são verdadeiras todos concordam com ela,
e que embora às vezes eu fale demais,
prefiro ficar calada!
____
Arte Alisson Alfonso
Poema Juliana Castro

sexta-feira, 10 de abril de 2009

ju&rapha@msn.com

Juliana... diz:
Minha vida é um circo que se mantem sempre aberto
Juliana... diz:
mesmo os palhaços
Juliana... diz:
as vezes sofrem
Juliana... diz:
mas seguem sorrindo e carregando alegria aos corações quebrados
Juliana... diz:
*-*
®apha http://mrrickes.blogspot.com/ diz:
Sofreguidões frequentes
®apha http://mrrickes.blogspot.com/ diz:
mas que nao abalam seus risos
®apha http://mrrickes.blogspot.com/ diz:
e muito menos a alegria de viver
®apha http://mrrickes.blogspot.com/ diz:
;)

Errantes


“O amor não deveria incomodar tanto”
Olho ao meu redor, não vejo vida
Vejo miséria, vejo sombras
Espectros sombrios famintos por um pouco de luz
Luz estas que os cega quando demasiadamente forte
Nossos heróis se perderam em sua busca
Já não sabem mais onde se encontrar
Vagam pelo mundo como anjos caídos
Embora um tanto errantes em sua sede de vida
Trazem felicidade a uns poucos
Que cruzam assustados e tristes seu caminho
Há alguns meses eu era como eles
Um vazio frustrante crescente no meu peito
Sem saber por onde seguir
Corria
Corria bem mais que todos
Bem mais que minhas pequenas pernas suportavam
Minhas asas fazem três anos caíram às penas
Ao aceitar minha resignaste diferença
Integrei-me um pouco mais
Meus olhos já não doem a luz
Já não tento mais ser humana
Não corro encontrei-me comigo mesma
E minha busca já não se encontra no mundo
O que busco nem sequer tem um nome


Poesia Juliana Castro


Arte Rafael Vianna

CAFÉ



É de um azul tão brilho falso
Este azul que brilha nítido em olhos teus
Vinde de outras fazes
Mas não vem dos sonhos meus
Para mim és branca em neve
E tens a força da hipnótica serpente no olhar
E eu?
Sou como Eva ao morder sedenta a fonte do pecado
Ouvirias, tão só tu, meus gritos
Se o soubesses
(E ASSIM O FAZES)
Não me deixarias intaquita presa em mim
Tocar-me-ias sinfonias harmônicas
E irias dos céus ao inferno
Entra em mim!!!!


Poesia Juliana Castro


Arte Rafael Vianna

terça-feira, 7 de abril de 2009

Café

É de um azul tão brilho falso
Este azul que brilha nítido em olhos teus
Vinde de outras fazes
Mas não vem dos sonhos meus
Para mim és branca em neve
E tens a força da hipnótica serpente no olhar
E eu?
Sou como Eva ao morder sedenta a fonte do pecado
Ouvirias, tão só tu, meus gritos
Se o soubesses
(E ASSIM O FAZES)
Não me deixarias intaquita presa em mim
Tocar-me-ias sinfonias harmônicas
E irias dos céus ao inferno
Entra em mim!!!!

Eu te quero para mim

Teu olhar quando o meu encontra
Me rouba para dentro do teu,
e me afugenta .
Dá-me um misto de medo e tremedeira
Dá-me risos e calafrios
Perco-me assim como quem não encontra a si próprio
em meus próprios desejos e paixões.
Miras-me como quem mira sua própria alma refletida num espelho côncavo
Fazes com que eu queira coisas que a muito já nem lembro que queria outrora
Em miados a feitos não tão falidos passado.
- Tu me dás tu de presente?
Perguntar-te-ia com pouco jeito e de um modo
Talvez demasiadamente desajeitado
Se... o tivesse: CORAGEM!

domingo, 5 de abril de 2009

Passagem Ou Sentimentos Mundanos


Passagem Ou Sentimentos Mundanos



Tudo em mim é um vazio que me consome
A ausência permanente de algo que não sei
Sentimento este, que me corrói
Mas já não dói
Acostumei-me a estar só
Mesmo ao rodear-me de pessoas
Per-corro pelo mundo a procura de um não saber
Descontextualizando-me nas desventuras mundanas de meu ser
Tenho aquilo que levo, e levo apenas aquilo que eu posso carregar
Meu bem mais precioso é o amor
Ganho de volta conhecimento mundano, experiência
Este não sentir crescente a cada dia
Que já não me causa mais tamanha estranheza
Preencho esta ausência Incontestável com tesouros que guardo
Encontrados a cada esquina, a cada ponta de bar
Este vazio que sinto: são as dores do mundo!
Poesia: Juliana Castro
Arte: Rafael Vianna

sexta-feira, 3 de abril de 2009

20 amar

Veja que desfecho inoportuno
eu te quero ao meu lado
mãos atadas na multidão de loucos inconvenientes.
Esperas de mim alguma reação, eu acho.
Sinto muito, mas não posso,
não posso me demora-me muito
tenho que tomar alguma reação.
És diferente
sinto-te tão gente
tão gente como a gente,
Gente da gente.
Não te tocaste pela podridão fétida
e tratas com terna simpatia
o doutor, o mendigo, a puta...
Esse teu jeito macho moça de falar
És pura
és tu só tu
como poucos
o contrario de mim que de tudo já fiz
Contemplarei o absurdo
coraçãozinho saltitante
que não me falte coragem
para um primeiro contato
lábios nos lábios?
Olhos nos olhos
Espere-me por favor
Acredito sinceramente
Acho que posso vir a te amar!

Ella nunca disse amar-me
Nem sequer o precisou
Me iludi por mim mesma
Nos olhos de linda flor

O amor que outrora tive, esta noite nego
Juro de pés juntos já morrer
Embora frequentemente o lembre
Inconscientes em meu ser

Arte Alisson Alfonso

Autobiografia

Olhos pequeninos
Boca de coração
Mãos de menina pequena
Quadris volumosos... Bundão
Eis o que vejo
Quando olho minha imagem
Distorcidas e refletida no espelho

Já perdi nas noites frias minha alma
E em dias quentes bebi tardes de vinho até cair
Hoje a minha busca é por mim mesma
De três a quatro eus eu me livrei

Meu mundo é um enorme
Jardim
De lindas margaridas amarelas enlatadas
Tenho um pequeno desvio na coluna
Puta merda...
- Que palhaçada!

Errantes

“O amor não deveria incomodar tanto”

Olho ao meu redor, não vejo vida
Vejo miséria, vejo sombras
Espectros sombrios famintos por um pouco de luz
Luz estas que os cega quando demasiadamente forte

Nossos heróis se perderam em sua busca
Já não sabem mais onde se encontrar
Vagam pelo mundo como anjos caídos
Embora um tanto errantes em sua sede de vida
Trazem felicidade a uns poucos
Que cruzam assustados e tristes seu caminho

Há alguns meses eu era como eles
Um vazio frustrante crescente no meu peito
Sem saber por onde seguir
Corria
Corria bem mais que todos
Bem mais que minhas pequenas pernas suportavam
Minhas asas fazem três anos caíram às penas
Ao aceitar minha resignaste diferença
Integrei-me um pouco mais

Meus olhos já não doem a luz
Já não tento mais ser humana
Não corro encontrei-me comigo mesma
E minha busca já não se encontra no mundo
O que busco nem sequer tem um nome

Supers

Super homem uma ova
Sempre fui mais da mulher aranha
Ela me sobe pelas paredes
Ela me vira as entranhas
E quando fecho os olhos
Em seus braços
Sinto... eu posso voar!