sexta-feira, 10 de abril de 2009

Errantes


“O amor não deveria incomodar tanto”
Olho ao meu redor, não vejo vida
Vejo miséria, vejo sombras
Espectros sombrios famintos por um pouco de luz
Luz estas que os cega quando demasiadamente forte
Nossos heróis se perderam em sua busca
Já não sabem mais onde se encontrar
Vagam pelo mundo como anjos caídos
Embora um tanto errantes em sua sede de vida
Trazem felicidade a uns poucos
Que cruzam assustados e tristes seu caminho
Há alguns meses eu era como eles
Um vazio frustrante crescente no meu peito
Sem saber por onde seguir
Corria
Corria bem mais que todos
Bem mais que minhas pequenas pernas suportavam
Minhas asas fazem três anos caíram às penas
Ao aceitar minha resignaste diferença
Integrei-me um pouco mais
Meus olhos já não doem a luz
Já não tento mais ser humana
Não corro encontrei-me comigo mesma
E minha busca já não se encontra no mundo
O que busco nem sequer tem um nome


Poesia Juliana Castro


Arte Rafael Vianna

1 comentários:

Freak disse...

"O que busco nem sequer tem um nome" - entendo bem disso! =)